Filme "O resgate" no Parque da Independência
Escrito por sarchel Necesio Ter, 02 de Março de 2010 00:00
Elenco artístico ontem a assinar autógrafos na sessão de lançamento.
O realizador Mawete Paciência realizou ontem, no Parque da Independência, a sessão de venda e assinatura de autógrafo do DVD do filme “O Resgate”. O acto contou com a presença de membros do elenco do filme.Vendido ao preço de dois mil kwanzas, o DVD, explica, traz algumas cenas inéditas, os bastidores do filme de acção, o trailler, assim como as falhas ocorridas durante a gravação. No local desde às 6h00, o realizador disse que tiveram uma grande adesão do público.
Mawete Paciência, que tem já na forja dois novos trabalhos cinematográficos, nomeadamente “Rastos de sangue” e “As batalhas da Rainha Njinga Mbande”, adiantou que a apresentação deste DVD vai ajudá-lo a ter noção de alguns dos seus erros, a partir da opinião das pessoas, e assim melhorar os seus futuros filmes. “Neste momento não esperamos tanto obter lucros, mas sim ter noção das falhas, porque se queremos criar um cinema de qualidade, então temos de começar a identificar, com a crítica, os erros e melhorá-los”, disse.
Para o realizador, o cinema angolano ainda não tem qualidade necessária e os cineastas angolanos não produzem os seus filmes, tendo em conta o lucro, mas o crescimento da sétima arte nacional.
Porém, realçou que o esforço em prol da produção e divulgação de filmes nacionais é um sinal positivo para o engrandecimento da sétima arte a nível nacional, especialmente no campo internacional.
“É preciso termos noção de que o aumento de exibições mostra a todos que ainda se faz cinema em Angola, bom ou não, assim como há interesse dos jovens criadores em desenvolvê-lo”, destacou.
Em relação aos seus dois novos trabalhos, Mawete Paciência contou que “Rastos de sangue” é um drama e “As batalhas da Rainha Njinga Mbande” é um filme de ficção baseada em factos históricos. “Decidi fugir um pouco do género acção, porque é preciso começar a ver outros campos do cinema, em especial aqueles que requerem mais investigação sobre a história do país, bastante rica para os cineastas criativos. Este tipo de filmes ajudaria também a elevar o conhecimento dos jovens sobre a história do país”.
O filme
“O resgate” é um filme de acção, onde o argumento se desenvolve de forma natural, interligada e interessante. O realizador utiliza a história do roubo da peça de arte do Pensador para o móbil dos crimes.
No desenrolar do filme, os protagonistas mostram que tudo vale para resgatar uma peça de arte que vale milhões no mercado estrangeiro. O filme tem 95 por cento de acção, seja de carro, nas ruas, nos estacionamentos, ou nos golpes de Kung-Fu.
Há, igualmente, no filme uma mensagem subliminar contra o racismo, através do uso do segregacionismo contra os mulatos e das pessoas que ofendem cidadãos de raça negra com certas expressões esclavagistas. O filme reconhece, também, o mérito cultural que o nordeste angolano tem, nomeadamente, o império Lunda-Tchokwe na Arte.
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